Chamuscado

O último que sair apaga a luz e fecha a porta.


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Sobre Superbowl, Lady Gaga e Fascismo

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“This land is your land, this land is my land”

No final da apresentação da Lady Gaga no Superbowl, demorei pra processar várias coisas. Levei uns segundos pra superar ela pulando pra dentro do estádio. Ouvir Just Dance em pleno 2017. Aquelas luzinhas nas mãos das pessoas sincronizadas formando desenhos. Ela pulando DE NOVO no final da apresentação. Foi tudo incrível. Agora já superei tudo isso, mas a frase continua na minha cabeça. “Essa nação é sua nação, essa nação é minha nação”. Vagamente me lembro dela sendo cantada em vozes de criança em algum filme??? É uma mensagem direta pros refugiados mesmo? Então, obviamente, fui fazer o que eu faço de melhor: pesquisas esquisitas no meio da madrugada.

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Sobre paralelismo e zepelins

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Uns anos atrás (queria muito falar a quantidade exata pro texto ficar mais bonito, mas eu não faço ideia de quanto tempo faz e um ano estudando jornalismo já me impede de inventar uma aproximação), eu tive que fazer na escola um seminário sobre Chico Buarque. Todos os grupos precisavam escolher uma música para analisar. A ideia era aumentar nosso repertório, era nos tornar capazes de digerir música de vários jeitos diferentes. Não sei se meu repertório ou minha habilidade pra crítica musical são grande coisa hoje, mas essa não é a questão. O meu seminário, aliás, não é a questão.

A questão é que um dos grupos – não o meu – escolheu Geni e o Zepelim pra apresentar. Essa questão se divide em algumas outras questões:

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Sobre três voltas ao redor do Sol

Vou contar uma história pra vocês. Há mil e noventa e cinco dias (!!!!!!!!!), tava todo mundo falando sobre como os maias previram que o mundo ia acabar hoje. Eu, na madrugada daquele 21 de dezembro de 2012, pensei que não havia mais nada pra eu fazer nesta Terra, a não ser um blog. E aí eu fiz isso aqui.

Mas isso eu já contei duas vezes (e estão acabando as histórias pra contar nos dias 21 de dezembro, ano que vem eu resolvo esse problema). A história que eu queria contar hoje é a de uma revelação que eu tive esse ano: eu só criei este blog porque, em dezembro de 2o12, eu não sabia que podia fazer textão no Facebook. E, sendo a Luiza que eu sou, precisava postar todos esses textões em algum lugar.

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Sobre problemas insignificantes, o universo e atalhos textuais

Oi. Eu ainda tô viva, tá. E talvez seja estranho pra você ler isso porque um monte de gente que lê isso aqui me conhece ao vivo e sabe muito bem que eu ainda estou viva, mas se for esse o seu caso, lembre-se de que vocês não são os únicos. A maioria, talvez, mas não os únicos. E agora eu me arrependo de ter escrito isso porque parece que eu estou tentando afirmar que tem um montão de gente me lendo, o que não é verdade. E com essa negação eu não estou te mandando uma indireta porque eu quero que um monte de gente me leia. Ai, sei lá. O fato é que eu tô viva, tá?

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Sobre empatia, constipação emocional e perks (de novo)

eu na vida

Uma vez, quando a Kelly Key estava no auge do seu sucesso, eu vi uma entrevista em que perguntaram o seu maior defeito e ela falou, sei lá, perfeccionismo. Logo em seguida perguntaram a sua maior qualidade e ela respondeu a mesma coisa. Não me lembro de muita coisa da época em que a Kelly Key estava no auge do seu sucesso, mas eu me lembro vividamente de achar muito legal esse negócio de o seu pior e o seu melhor serem a mesma coisa. Lá pra 2005 essa foi a poesia do meu ano.

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Sobre reflexos e reflexões

Profundos medos obscuros: espelhos são portais para outra dimensão, mas alguém está sempre bloqueando o caminho.

Imagine a primeira pessoa a se ver.

A primeira pessoa das cavernas que pediu pra alguém a desenhar numa parede qualquer. Quando olhou aquela obra terminada, uma pessoa-palito sem detalhe algum, quanto tempo será que ela ficou pensando que nunca saberia o que aquilo significava de verdade?

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